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Page history last edited by PBworks 5 years, 3 months ago

Componentes do grupo: Gisele Lima, Ana Beatriz Albino, Alessandra Zanato Mensato, Aida Rosa Dieguez Sábio

A atividade consiste na busca de elementos que qualificam a fonte. Procederá uma busca que contemple: (a) Definição ou descrição da fonte. O que é? Para quê serve? Quando é recomendada sua aplicação?; (b) Procedimentos (como se faz ou como se deve proceder); (c) Vantagens; (d) Desvantagens. Defina outros itens que considerar interessante para a apresentação da fonte. O formato de apresentação do trabalho fica a critério do grupo.

Registre neste espaço a apresentação do trabalho.

 

 

ESTUDO DE CASO

Descrição:

 

É o estudo de um caso seja ele simples quando envolve uma pessoa, ou complexo e abstrato quando envolve um grupo social. Segundo Lüdk e André o estudo de caso é sempre bem delimitado, devendo ter seus contornos claramente bem definidos e a preocupação central ao se desenvolver este tipo de pesquisa é a singularidade, o objeto de estudo é tratado como único, uma representação singular da realidade que é multidimencional e historicamente situada.. Um caso pode ser similar a outro mas é ao mesmo tempo bem distinto, pois tem um interesse singular, ou seja, ele vai se destacar por suas particularidades mesmo que venham a se evidenciar algumas semelhanças aos casos similares. Segundo Goode eHatt (1968) (Apud: Lüdk e André) o caso se destaca por se constituir numa unidade dentro de um um sistema mais amplo.

 

Quando a escolha do estudo de caso é apropriada?

O estudo de caso se presta para pesquisas que tem a pretensão de estudar algo singular, que tenha um valor em si mesmo. Em educação muitos estudos de caso tem uma abordagem qualitativa.

O estudo de caso é particularmente apropriado para pesquisadores individuais, pois dá a oportunidade para que um aspecto de um problema seja estudado em profundidade dentro de um período de tempo limitado. Dias, 2000

Como um método de pesquisa, o estudo de caso parece ser apropriado para investigação de fenômenos quando:

- há uma grande variedade de fatores e relacionamentos;

- não existem leis básicas para determinar quais fatores e relacionamentos são importantes;

- os fatores e relacionamentos podem ser diretamente observados Dias, 2002

 

Características do estudo de caso segunda Lüdk e André:

  1. Mesmo que o investigador parta de alguns pressupostos teóricos iniciais, ele procurará se manter constantemente atento a novos elementos que podem emergir como importantes durante o estudo. O quadro teórico inicial servirá assim de esqueleto, de estrutura básica a partir da qual novos aspectos poderão ser destacados, novos elementos ou dimensões poderão ser acrescentados, na medida em que o estudo avança.
  2. Um princípio básico desse tipo de estudo é que, para uma apreensão mais completa do objeto é preciso levar em conta o contexto em que ele se situa. Assim, para compreender melhor a manifestação geral de um problema , as ações, as percepções, os comportamentos e as interações das pessoas devem ser relacionadas à situações específicas onde ocorrem ou à problemática a que está ligada.
  3. O pesquisador procura revelar a multiplicidade de dimensões presentes numa determinada situação ou problema, focalizando-o como um todo. Este tipo de abordagem enfatiza a complexidade natural das situações, envolvendo a inter relação dos seus componentes.
  4. O pesquisador procura relatar as suas experiências durante o estudo de modo que o leitor ou usuário possa fazer as suas “generalizações naturalisticas”. Em lugar de pergunta: este caso é representativo do quê?, o leitor vai indagar: o que eu posso (ou não) aplicar deste caso na minha situação? A generalização naturalistica (Stak, 1983) ocorre em função do conhecimento experiencial do sujeito, no momento em que está tentando associar dados encontrados em estudos com dados que são frutos de suas experiências pessoais.
  5. Ao desenvolver um estudo de caso, o pesquisador recorre a uma variedade de dados, coletados em diferentes momentos, em situações variadas e com uma variedade de tipos de informações.
  6. Estudos de caso procuram representar os diferentes e as vezes conflitantes pontos de vista presentes nima situação social. Quando o objeto ou situação estudados podem suscitar opiniões divergentes, o pesquisador vai procurar trazer para o estudo essas divergências de opiniões, revelando ainda seu próprio ponto de vista sobre a questão. (.....) O pressuposto que fundamenta essa orientação é o de que a realidade pode ser vista sob diferentes perspectivas, não havendo uma única que seja a mais verdadeira. Assim, são dados vários elementos para que o leitor possa chegar a suas próprias conclusões e decisões, além, evidentimente, das conclusões do próprio investigador.
  7. O relatório do estudo de caso utiliza uma linguagem e uma forma mais acessível do que outros relatórios de pesquisa. Os dados do estudo de caso podem ser apresentados numa variedade de formas, tais como dramatização, desenho, fotografia, colagem, slides, discussões, mesas-redondas, etc. O relatório escrito apresenta geralmente um estilo informal, narrativo, ilustrado por figuras de linguagem, citações, exemplos e descrições. A preocupação aqui é com a transição direta, clara e bem articulada do caso e num estilo que se aproxime da experiência pessoas do leitor. Pode-se dizer que o caso é construído durante o processo de estudo; ele só se materializa enquanto caso, no relatório final, onde fica e evidente se ele se constitui realmente num estudo de caso.

 

Desenvolvimento do estudo de caso:

Segundo Nisbet e Witt (1978) (Apud.: Lüdk e André) o estudo de caso se caracteriza em três fases, estas fases não ocorrem linear mete, mas se interpolam em vários momentos.

Lüdk e André (1986) descrevem estas fases do seguinte modo:

    1. Fase exploratória: O estudo de caso começa em um plano muito incipiente, que se delimita com mais clareza a medida que o estudo se desenvolve. A fase exploratória é fundamental para uma definição precisa do objeto de estudo, considerando que a concepção do estudo de caso é de apreender os aspectos ricos e que envolvem uma determinada situação e não partir de uma visão pré determinada da realidade.. A fase exploratória é o momento de especificar as questões ou pontos críticos, de estabelecer os contatos iniciais para entrar em campo, de localizar as informações e as fontes necessárias para o estudo.
    2. A delimitação do estudo: Tendo os elementos-chaves determinado, selecionado os aspectos mais relevantes e determinado o foco da investigação, o que é crucial para atingir o propósito do estudo de caso e chegar a uma compreensão completa da situação estudada o pesquisador pode proceder a coleta sistemática de dados, utilizando instrumentos mais ou menos estruturados, tecnicas mais ou menos variadas, a escolha será determinada de acordo com as características próprias do objeto estudado.
    3. Análise sistemática e elaboração do relatório: já na fase exploratória do estudo surge a necessidade de juntar as informações , analisá-las e torná-las disponíveis os informantes para que manifestem sua reação sobre a relevância e a acuidade do que se relatado.

 

Tipos de Estudo de Caso

Trivinos apresenta três tipos de estudo de caso, são eles:

  1. Estudo de Caso Histórico Organizacional: pesquisa de instituições como por exemplo uma escola. O pesquisador parte do conhecimento que já existe, documentos, fotos, arquivos pessoais, etc...
  2. Estudo de Caso Observáveis: neste caso o pesquisador se utiliza da observação participante, seja esta numa escola, numa determinada turma, grupo, reunião, etc.
  3. Estudo de Caso História de Vida: neste caso o pesquisador estuda uma pessoa de Características social relevante, ou alguma pessoa que destacou-se na sua realidade, uma antiga professora, uma atuante no clube de mães, o presidente de uma antiga sociedade de professores, etc.

 

 

 

Vantagens e desvantagens:

 

Vantagens:

- Estímulo a novas descobertas: em virtude da flexibilidade do planejamento do estudo de caso, o pesquisador, ao longo do seu processo, mantem-se atento a novas descobertas. É frequente o pesquisador dispor de um plano inicial, e, ao longo da pesquisa que não havia previsto. E muitas vezes, o estudo desses aspectos torna-se mais relevante para a solução do problema do que os considerados inicialmente. Daí porque o estudo de caso é altamente recomendado para a realização de estudos exploratórios.

- A ênfase na totalidade: o pesquisador volta-se para a multiplicidade de dimensões de um problema, focalizando como um todo. Desta forma os relatórios dos estudos de caso caracterizam pela utilização de uma linguagem e de uma forma mais acessível do que outros relatórios de pesquisa.

- O estudo de caso é um método amplo que permite ser aplicado a uma grande variedade de problemas e contribui, de forma consistente, para o desenvolvimento de um corpo de conhecimento próprio em enfermagem.

Em todas as áreas, os estudos de casos são desenvolvidos para proporcionar um maior conhecimento e envolvimento do profissional, aluno ou pesquisador, com uma situação (real) observada. O objetivo é descrever, entender, avaliar e explorar essa situação, e, a partir daí, determinar os fatores causais e estabelecer ações.

- A grande vantagem do estudo de caso é permitir ao pesquisador concentrar-se em um aspecto ou situação específica e identificar, ou tentar identificar, os diversos processos que interagem no contexto estudado. Esses processos podem permanecer ocultos em pesquisas de larga escala. ( utilizando questionários), porém são cruciais para o sucesso ou fracasso de sistemas ou organizações. Dias, 2000

 

Desvantagens:

O estudo de caso apresenta limitações, refere-se a dificuldade de generalização dos resultados obtidos. Pode ocorrer que a unidade escolhida para a investigação seja bastante anormal em relação às muitas de sua espécie. Naturalmente os resulados da pesquisa, tornar-se-ão bastante equivocados. Por essa razão, cabe lembrar que, embora o estudo de caso se processe de forma relativamente simples, pode exigir do pesquisador nível de capacitação mais elevada que o requerido para outros tipos de delineamento.

Um método por si só não é bom ou ruim. O julgamento a respeito de um método em uma determinada pesquisa depende de dois fatores: o relacionamento entre a teoria e o método; e como o pesquisador lida com as potenciais deficiências do método. Dias, 2000

 

 

 

REFERÊNCIAS:

DIAS, Cláudia. Estudo de caso: idéias importantes e referências. Maio.2000. Disponível em: Acesso em: 10/10/06

LUDIK, Menga & ANDRÈ, Marli. Pesquisa em educação abordagem qualitativa. São Paulo EPU, 1986.

TRIVINOS, Augusto Nibeldo Silva. Introdução a pesquisa de ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo:Atlas, 1987.

GIL, Antonio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 2 ed. São Paulo: Atlas, 1987.

___________________. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 2 ed. Sâo Paulo: Atlas, 1989.

Comments (8)

Anonymous said

at 11:40 am on Oct 16, 2006

Olá Gisele... nós, Ana Beatriz, Alessandra e Aida, estamos entrando neste grupo de trabalho e esperamos estar colaborando com sua escolha também. Já fizemos uma postagem, como vc pode observar no texto. Qualquer coisa é só entrar em contato ok??

Bjos

Ana Beatriz, Alessandra e Aida

Anonymous said

at 11:05 pm on Oct 17, 2006

Oi gurias que bom que entraram no grupo, fiquei feliz. Tenho lido sobre estudo de caso, mas não encontri nem um autor que fale sobre as desvantagens. beijos vamos manter contato. Gisele

Anonymous said

at 2:00 pm on Oct 18, 2006

Gisele, nós colocamos algumas considerações sobre as desvantagens do Estudo de Caso e ainda estamos pesquisando para acrescentar mais informações ao trabalho. Bjos

Anonymous said

at 12:26 am on Oct 22, 2006

Olá Gisele, Ana Beatriz, Alessandra, Aida. Olha gostei muito do trabalho de vocês, está muito bem feito. Vocês pensam em utilizar o estudo de caso no trabalho de vocês? Vocês conhecem alguém que tenha trabalhado com estudo de caso? A idéia que vocês compilaram no final do trabalho é muito significativa. Transcrevo: "Um método por si só não é bom ou ruim. O julgamento a respeito de um método em uma determinada pesquisa depende de dois fatores: o relacionamento entre a teoria e o método; e como o pesquisador lida com as potenciais deficiências do método". É perfeita, nenhum método é melhor que outro simplesmente um é mais adequado ao estudo que propomos. Em geral, as pessoas têm preconceitos contra o método. É isso, um abraço a vocês e parabéns pela bela equipe. Marie Jane

Anonymous said

at 12:29 am on Oct 22, 2006

Mais uma coisinha: vocês são da mesma turma? Se não forem, por favor, me enviem um mail para que eu possa localiza-las nas outras turmas. Ok, Marie (mcarvalho@rocketmail.com)

Anonymous said

at 11:44 am on Oct 25, 2006

Oi Marie Jane... Sim... somos da mesma turma... ok??... Bjos

Anonymous said

at 10:02 pm on Oct 25, 2006

OI Marie Jane estou realizando uma pesquisa e utilizando o estudo de caso. Abraço Gisele

Anonymous said

at 4:00 pm on Nov 25, 2006

Vocês são ótimas. Parabéns. è contagiante o entusiasmo de vocês. Vejam, busquei um excerto no texto de vocês que diz: "Mesmo que o investigador parta de alguns pressupostos teóricos iniciais, ele procurará se manter constantemente atento a novos elementos que podem emergir como importantes durante o estudo. O quadro teórico inicial servirá assim de esqueleto, de estrutura básica a partir da qual novos aspectos poderão ser destacados, novos elementos ou dimensões poderão ser acrescentados, na medida em que o estudo avança.". Isso é fundamental e não é nada fácil, mas gostaria muito de ver um dia vocês dizerem: Olha saí a campo com estes pressupostos, mas encontrei algo que não cabe na teoria ou que a teoria não tem como explicar. Este é o elemento surpresa. Que coisa maravilhosa surpreender-se com a pesquisa! Um beijo a vocês. Marie Jane

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